Tudo começou em 1992. Pela primeira vez Portugal tinha uma prova para Automóveis Clássicos, através da reedição do Rallye Verde Pino numa organização do Núcleo de Desportos Motorizados de Leiria. À nova versão aderiram 83 participantes. Com um figurino misto de provas de regularidade, verificação de média e velocidade, em termos desportivos e sociais a prova traduziu-se num verdadeiro êxito.
Em 1996, o Verde Pino tomou rumo para uma Maratona de Portugal. Passou a ter cerca de 1500 km, o percurso secreto, mantendo-se as provas de regularidade e verificação de média. Ao Rally juntaram-se ainda provas de navegação à carta.
Em 1992 o NDML apresentou a grande novidade do ano - O Rallye Verde Pino voltou em forma agora para automóveis entre 1951 e 1975, onde o peso das provas de regularidade e verificação média foi superior ao das provas de velocidade. Com 83 inscritos, o rallye tinha um percurso de 179 Km, dividido em dois slaloms, duas provas de regularidade absoluta, uma prova de verificação média e duas rampas cronometradas. O novo formato da prova causou alguns embaraços às equipas com as contas e o relógio nas etapas, acabando por vencer Fernando Silva / António Marcelino num Autobianchi A 112 Abarth.
O segundo Verde Pino tinha um percurso de 217 km com duas etapas mantendo o figurino do ano anterior. Os tempos eram diferentes - O Rallye era parte integrante do Troféu Nacional de Clássicos sujeito a regras e com os carros devidamente equipados. Com 79 inscritos e 62 participantes, cerca de metade dos concorrentes estavam interessados em pontuar para o Troféu enquanto os restantes apresentavam outro espírito no inicio da prova. O Vencedor de 1992, Fernando Silva, aparecia com um Porsche Carrera 2.7, sendo uma vez mais o leader, mas agora com Rui Costa e o seu Morris Cooper S para animar. Tudo ficou definido no derradeiro slalom depois de um dia de intensa luta. Dois segundos separavam as equipas, acabando por vencer Rui Costa / Luis Cardeira.
Com 60 participantes interessados em pontuar em dois Troféus, um para clássicos outro para o Troféu de Regularidade. A velocidade caracterizava os primeiros com 15,05 km de provas de velocidade e 11,06 de provas de regularidade absoluta, enquanto os outros tinham 20,35 km de prova cronometrada. A utilização da pista de karting do NDML para uma prova de velocidade pura e de regularidade foi a novidade do ano. José Costa, irmão do anterior vencedor ganhou com uma vantagem de segundos a Aníbal Rolo no Troféu. Na prova de regularidade venceu José Leite / Luís Queirós com 10 segundos.